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NOSSA HISTÓRIA

 A República Ativa de Teatro desenvolve desde 2006 uma sólida pesquisa dentro do universo teatral para crianças, intitulada “O Real Imaginário”. Com um premiado repertório de espetáculos, contações de histórias e oficinas, a Cia continua atuante, experimentando e reafirmando escolhas em prol de um teatro infantil artisticamente relevante.

        O início dessa pesquisa se deu através da busca por textos consagrados na dramaturgia brasileira para crianças. Foi aí que se iniciou a primeira fase, ao qual chamamos "O Universo Infantil em Maria Clara Machado", transpondo os textos dessa renomada autora para a realidade da criança contemporânea.  Com o olhar atento para temas que fossem relevantes nos dias atuais, a Cia encenou a aceitação do ser diferente em nossa sociedade (“A Bruxinha Que Era Boa” - 2006), as perdas sofridas ao longo da vida e a busca por nossos sonhos (“O Cavalinho Azul” - 2008), a descoberta da liberdade, maturidade, autonomia e autenticidade (“A Menina e o Vento” - 2012). Junto a essa trilogia, foram criadas uma série de contações de histórias e oficinas a partir dos temas dos espetáculos, com adaptações de livros da Editora Cosac Naify. Esse repertório recebeu 25 prêmios em diversos festivais pelo país, além de duas participações em festivais internacionais no Chile – “3º Encuentro de La Red Iberoamericana de Artes Escènicas” (2007) e “XIV Festival Internacional de Teatro ENTEPACH” (2009) – e grande repercussão de público e crítica. Entre agosto e novembro de 2012, a Cia realizou no SESC Bom Retiro o projeto “O Real Imaginário: O Universo Infantil em Maria Clara Machado”, que contemplou uma série de atividades, debates, reflexões, oficinas, contações de histórias, apresentações da trilogia e diversas atividades acerca de sua pesquisa e da dramaturgia de Maria Clara. Um dos resultados desse projeto foi “Clara Cor de Um Silêncio Azul”, um experimento que partiu da obra de Maria Clara Machado desenvolvido em um processo de criação de três meses com a participação de mais de vinte jovens atores, sob a direção de William Costa Lima (Pequeno Teatro de Torneado).

      Partindo dessa experiência, a Cia deu início a uma nova etapa de sua pesquisa, e verticalizou sua estética para a investigação do uso da tecnologia como linguagem poética no teatro infantil e sua relação com as crianças da chamada ‘geração google’. Essa segunda fase do trabalho ganhou o nome de "cubomagico.com". Com o intuito de discutir os medos da criança contemporânea, a solidão, o abandono e as relações entre pais e filhos, a República Ativa estreou seu primeiro espetáculo totalmente autoral “Quem Apagou a Luz?” (2012) – contemplado de Programa Cultural das Empresas Eletrobras 2011 e eleito Melhor Estreia Infantil de 2012 pelo Guia da Folha de São Paulo. O espetáculo apresenta uma mistura de diversas linguagens como a animação 3D, o videomapping, a dança contemporânea, o sapateado, o conceito de expansão em três dimensões da música surround; tudo isso para potencializar sua estética e a discussões dos temas em cena. O segundo trabalho (também autoral) foi o espetáculo “Splash ou A História da Gota Que Sonhava Ser Rio” (2016), resultado do projeto “A Parte Que Falta” - contemplado pelo 1º Prêmio Zé Renato – que estreou no Centro Cultural São Paulo. Esse trabalho trouxe à cena uma discussão sobre os anseios e angústias da criança (e do ser humano) ao ter de se relacionar com o outro.

              Ainda em 2016, a Cia estreou no Centro Cultural São Paulo o espetáculo “O Inimigo”, baseado na obra homônima de Davide Cali e sob a direção de Val Pires (Doutores da Alegria e Cia Vagalum Tum Tum), onde leva à cena as incoerências de uma guerra, com todas as suas contradições e possíveis desdobramentos. Com bom humor e muita delicadeza, esse espetáculo apresenta dois soldados-palhaços que nem sabem por que estão ali – apenas cumprem ordens e seguem o que está em seu manual de guerra, sem autocrítica nem atitude para mudar o que não lhes agrada, expondo as consequências dessa passividade. Contemplado pelo ProAC 2016, o espetáculo circulou por 10 cidades que vivenciaram batalhas da Revolução Constitucionalista de 1932, fazendo assim uma ponte da história com o tema do espetáculo. Em novembro de 2017 fez parte da Mostra SESC Cariri de Culturas, no estado do Ceará, e do 45º Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa – PR (FENATA 2017), onde conquistou 8 indicações( 2 atores, cenário, iluminação, direção, figurino e trilha sonora) e 3 prêmios (Melhor Ator, Melhor Cenário e Melhor Iluminação)

 

             Recentemente, a Cia foi contemplada pela 32ª Edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, com o projeto “Sonhos em Tempos de Guerra”, que contará com a participação de diversos artistas e coletivos para a criação, desenvolvimento e reflexão da criança dentro das pequenas guerras cotidianas.

      Nesses 12 anos de existência, a República Ativa de Teatro foi selecionada no Edital de Intercâmbio Cultural do Ministério da Cultura (2007 e 2009), Ocupação do Teatro Sérgio Cardoso (2008), Virada Cultural (2008 e 2016), ProArt (2008 à 2013), Ocupação dos Teatros Distritais da cidade de São Paulo (2010 à 2018), Patrocínio do Programa Cultural das Empresas Eletrobras 2011 (Quem Apagou a Luz?), ProAC 2011 (O Cavalinho Azul), Virada Cultural Paulista (2013 e 2014), Programa Mosaico Teatral (2013), Circuito Cultural Paulista (2014 e 2018), Prêmio Zé Renato (2014), ProAC 2016 (O Inimigo), além de diversos festivais nacionais e internacionais. Recentemente, seu projeto "Sonhos em Tempos de Guerra" foi contemplado pela 32ª Edição da Lei de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo. Realizou ao todo mais de 400 apresentações públicas de seu repertório, incluindo cerca de 30 temporadas e circulando por mais de 50 cidades em todo território nacional.

      Ainda como parte de sua pesquisa, e como forma de promover reflexão e fomentar o pensamento estético e sensível para o teatro infantil, a Cia promoveu em 2012 os Debates “A Criança na Sociedade Contemporânea”, “A Criança, o Medo e a Era Tecnológica”, “Panorama de Espetáculos para Crianças na cidade de São Paulo”, e “Novas Linguagens Cênicas do Teatro para Crianças” com a participação de William Costa Lima, Dib Carneiro Neto, Val Pires, entre outros; e em 2016 os debates “A Geração Google: Informação X Conhecimento”, “Ausência e Busca da Felicidade”, e “Inovação no Teatro Infantil?”, tendo como convidados Angelo Brandini, Luiza Jorge, Renata Americano e Mariuza Pregnolato. Também ministrou, em 2012, a oficina “A Tecnologia como Linguagem Poética”, onde visou estimular o uso de equipamentos não como recursos cênicos, mas como parte integrantes de pequenos experimentos líricos-sensíveis.

          Manter a qualidade dos trabalhos, experimentando e reafirmando escolhas a cada apresentação é parte do cotidiano desse grupo, que mantém seus estudos em prol de um teatro infantil pertinente, criativo e inovador.